sexta-feira, 4 de abril de 2014

A farsa do estudo do IBPT e do Brasil ser “o pior em retorno de imposto”




Saiu em alguns jornais e circulou nas redes sociais um estudo do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) que o Brasil, pela 5ª vez consecutiva, é o “país que proporciona o pior retorno de valores arrecadados com tributos em qualidade de vida para a sua população”, como diz na notícia da Folha (de onde também foi retirada a imagem acima).

O estudo completo pode ser encontrado no próprio site do IBPT, aqui. De acordo com o relatório, para elaborar o ranking, eles pegaram os 30 países com maior carga tributária do mundo. E para chegar a esse resultado, o IBPT criou um índice chamado IRBES (Índice de Retorno de Bem Estar à Sociedade), que é feito com a “somatória do valor numérico relativo à carga tributária do país, com uma ponderação de 15%, com o valor do IDH, que recebeu uma ponderação de 85%”. O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) tem peso maior no cálculo por ser, de acordo com os elaboradores, “muito mais representativo e significante do que uma carga tributária elevada”.

Pois bem. Comecemos então com o show de erros. Primeiro de tudo, o IBPT diz usar os 30 países (amostra muito pequena, não?) com maior carga tributária do mundo. Só que, logo de começo, isso não é verdade. O relatório afirma que utiliza os dados da OCDE de carga tributária de 2012 (que podem ser encontrados aqui), que analisam apenas uma lista seleta de países. Mesmo assim, olhando o relatório, a Turquia, por exemplo, tinha carga tributária de 27,7%, maior que a dos Estados Unidos, que era de 24,3%. Mas se o ranking é dos 30 países com maior carga tributária, porque os Estados Unidos estão no ranking, e a Turquia (que tem carga tributária maior) não está?

Além disso, como mencionado, o relatório da OCDE não analisa muitos outros países do mundo. Vejamos dados levantados por outro instituto então, a Heritage Foundation, que defende o liberalismo econômico e o Estado mínimo na sociedade. Há dados sobre a maioria dos países no mundo, e se olharmos, por exemplo, para o Lesoto, um pequeno país africano, veremos que a sua carga tributária, de acordo com a Heritage Foundation, é de 37,6%. Ou seja, maior do que a de muitos dos países no ranking do IBPT, inclusive do Brasil. Mas por que deixaram o Lesoto de fora do ranking então?

Só que não para por aí. O IRBES, esse índice inventado em algum momento de despautério, não podia ser mais furado. Como o IDH pode ser o medidor do retorno de impostos à sociedade junto com a carga tributária? Com que base estatística o IBPT fez a ponderação de um ser de 15%, e o outro de 85%? Note bem uma coisa no ranking: o Brasil é o país com o menor IDH dos 30 países estudados. Assim, conforme o IDH tenha uma ponderação de 85% no cálculo do IRBES, é no mínimo esperado que o Brasil seja o pior do ranking pela 5ª vez consecutiva. E como a intenção é justamente essa, o Brasil continuará na última posição por muitos anos com um ranking e um cálculo tendenciosos desses. Entendeu agora por que o Lesoto (que tem uma carga tributária maior e um IDH bem menor do que o do Brasil) não está na lista?

E por que o IDH não é um bom medidor para definir se um país tem retorno de impostos ou não? Porque a questão é muito mais complexa do que isso. Façamos um simples exercício de matemática. Vamos imaginar dois pequenos países, A e B, com população, PIB e carga tributária diferentes. Consideremos que todos os outros índices são ceteris paribus, ou seja, iguais ou constantes (como, por exemplo, imaginar que a alocação dos recursos é total, sem nenhum desvio ou corrupção). Vejamos:

País A:
                PIB – 10.000
                População – 5.000
                Carga Tributária – 20%
               
Governo arrecada de imposto: 2000 (20% do PIB, que é 10.000). Custo de construir hospital de qualidade: 50. Investimento público em saúde: 10% = 10% de 2000 (dinheiro arrecadado de impostos) = 200. Resultado: se o país A gastar todo o investimento público de saúde na construção de hospitais de qualidade (200/50), 4 unidades poderão ser construídas. Divididos pela população (4/5000), teremos então 1 hospital para cada 1250 pessoas. Já no País B, a situação é diferente:

País B:
                PIB – 5.000
                População – 10.000
                Carga Tributária – 40%

Fazendo o mesmo cálculo de antes (carga tributária x PIB = 40% de 5000), veremos que o governo do País B recebe a mesma quantidade de imposto do País A: 2000. Vamos considerar o mesmo custo de construir um hospital de qualidade e a mesma porcentagem de investimento público em saúde. Ou seja, com tudo igual, o País B também vai conseguir construir apenas 4 hospitais de qualidade. Só que desta vez, a mesma quantidade de hospitais é dividida entre o dobro da população (4/10000); ou seja, teremos 1 hospital para cada 2.500 pessoas.

Assim, chegamos à conclusão que o país B, mesmo cobrando o dobro de impostos da sua população do que o país A, ainda terá hospitais mais cheios e lotados. E se considerarmos todas as outras variáveis (educação, segurança, etc) como constantes ou iguais, isso significa que os cidadãos do país B têm uma qualidade de vida pior do que os habitantes do país A. Ou seja, o país B teria um IDH menor.

Mas qual é o problema do país B? É a alta carga tributária? É o pouco investimento em saúde? Nada disso. O problema é que a economia é menor e a população é maior do que no país A. Com uma economia menor, você arrecada menos impostos; com uma população maior, você tem que atender a uma quantidade maior de pessoas, o que exige mais recursos. Assim, o IDH é um mero reflexo de tudo isso, não um indicador do retorno apropriado ou não dos impostos. Simplesmente não é possível determinar o retorno de impostos sem olhar o tamanho da economia e da população (como o IRBES ignora), sem falar na questão da alocação adequada dos recursos, o que é extremamente difícil de ser medido.

Portanto, o que é o IRBES afinal? Nada mais do que uma invenção para criar ilusões, um jogo de números aleatórios para manipular o brasileiro a aderir a uma ideia que ele já está disposto a acreditar: a de que o Brasil não só tem um retorno ruim dos impostos à população, mas de que ele é o pior país do mundo nesse aspecto. E se o estudo é completamente furado, por que ele foi criado? Oras, basta saber o que é e para o que serve o IBPT: um instituto mantido por empresas privadas que prega a diminuição de impostos e a presença mínima do Estado na economia. Em outras palavras, o interesse deles é te convencer, de qualquer maneira, a apoiar a "nobre" causa da redução da carga tributária no Brasil.

Dito tudo isso e desmascarado o estudo, é importante ressaltar que não pretendo aqui dizer que tudo está bem no Brasil, de que temos um ótimo retorno de nossos impostos e tudo o mais. A questão é tratar dos fatos, o que significa que, se tudo não é tão bom, também não é tão péssimo como alguns gostam de pintar. O Brasil não vai ter serviços comparados aos dos países desenvolvidos em grande parte porque ainda temos um PIB per capita baixo (economia não tão rica para população muito grande). Em termos mais claros, estamos na 61ª posição do ranking internacional, de acordo com o FMI. Isso não nos impede de lutar contra a corrupção e a favor do bom uso do dinheiro público, é claro. Mas ter noção da realidade é mais do que fundamental para um debate sadio na sociedade sobre que tipo de país realmente queremos.

46 comentários:

  1. Este “estudo” simplesmente não faz sentido, ao comparar percentagens de carga tributária. A ideia de comparar IDH com arrecadação até pode ser boa, como uma medida grosseira. Mas, aí, teremos de comparar com o valor nominal per capita arrecadado. Foi o que fiz em http://homemquecalculava.blogspot.com.br/2014/04/brasil-e-3-em-ranking-internacional-de.html.
    O resultado — surpresa — mostra que o Brasil tem no mínimo O DOBRO da eficiência em aplicação de impostos do que países desenvolvidos.
    Triste é ver como a midiazona engole este absurdo sem analisar criticamente.

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    1. Interessante o seu cálculo, José! Obrigado por compartilhá-lo!

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    2. José, para esse raciocinio vc considera que cada milésimo de ponto de IDH exige exatamente o mesmo investimento que o milésimo anterior, de uma forma linear (d[IDH]/d[investimento]). Esse raciocínio é falacioso, uma vez que quando maior o IDH, investimentos maiores são necessários para o mesmo avanço no mundo real.
      Ou seja, o que você calculou definitivamente não pode ser considerado um calculo de eficiência de investimento.

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    3. Sim, você está certo, desconhecido. Há uma explicação no final do artigo.

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  2. Muito boa a sua análise! De cara eu já tinha notado que tem furos, mas não todos os que você mencionou.

    E tem mais uma coisa, você entendeu como é calculado o índice em si? Eu ainda não consegui. Pelo menos não com os dados divulgados, que fazem 24,30% de CT e 0,937 de IDH gerarem um IRBES de 165,78. Você sabe como é feita essa conta? Com os pesos que eles estão falando não dá...

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    1. Não, também não compreendi como é calculado. Não critiquei, porque talvez o problema fosse eu que não conseguia entender, mas parece que é mais um ponto obscuro nesse estudo totalmente furado.

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    2. Cara, eu sou Professor de Matemática. Tenho doutorado em Engenharia. O texto está claro como um dia de Sol. Os cálculos não foram feitos como está escrito. Tentei todas as interpretações possíveis.

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    3. E há cinco anos essa fraude intelectual vem sendo divulgada. Nenhum jornalista, nem mesmo os da área econômica, foi capaz de desmascarar isto.

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    4. Ufa! Nunca fui ruim em cálculo, mas não estava chegando ao mesmo resultado, mas pus a culpa na minha formação "ciência política" e aceitei minha ignorância como resposta.

      Valeu por me esclarecer isso.

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    5. Olá, tínhamos de pensar numa ação pública contra isso, a Globo destaca todo ano essa mentira que é extremamente deletéria para o país..... O que vocês acham, quem se dispõe a conversar sobre uma ação na Justiça pedindo direito de resposta ou coisa assim? Meu e-mail é jmezzomo@hotmail.com

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  3. Não consegui reproduzir os cálculos, mesmo quebrando a cabeça numa planilha. Perguntei para a assessora de imprensa do IBPT e ela deu como fonte a página 5 do estudo, a mesma explicação que não funciona. Pedi a planilha original ou as fórmulas das células, mas até agora não me retornou.

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    1. A fórmula é =200-115*CT-85*(1-IDH)

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    2. A fórmula funciona mesmo! É óbvio que o somatório dos dois índices com as respectivas ponderações deve ser interpretado dessa forma. 200 por se tratar de dois indicadores. 115 porque a carga tributária deve ser incrementada em 15%, antes de se juntar com a diferença do IDH ponderada por 85%, para abater do total. É uma questão de relatividade, só.

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    3. Não funcionou de maneira nenhuma! Veja em https://docs.google.com/spreadsheets/d/1aosREsOhgqzVL6mwVv1UwwLdTABU4J28vKPz8Ya7S8A/edit#gid=0

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    4. Este comentário foi removido pelo autor.

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    5. José, se vc multiplicar, por exemplo, 115 por 0,243 ao invés de 24,3 o resultado dá certo por essa fórmula.

      O que não muda em nada a falácia que é esse cálculo, rs.

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  4. Olá,

    Também tenho me debatido com essa questão aqui no RS, onde sou coordenador da ação de Cidadania Fiscal da SEFAZ-RS. Até tenho uma "resposta pronta" que costumo enviar aos meios de comunicação e aos blogs que repetem esse mantra mentiroso, de que a carga tributária no Brasil é imensa, e não retorna nada. Abaixo a transcrevo. Nela há um link (http://goo.gl/Xsqp4U) para nosso trabalho que aborda a questão na forma de perguntas e respostas.
    Obs.: As mesmas entidades empresariais que apoiam o IBPT, e presumivelmente querem que o IDH do brasileiro seja melhor, entram na Justiça para não pagar o piso regional de R$ 860,00 aos seus empregados. Será que nossos empresariado não tem conhecimento suficiente para saber que o principal componente do IDH é o poder aquisitivo do cidadão?
    Abaixo a resposta pronta. Um abraço.

    "Prezados Senhores,
    Esta notícia do IBPT repetida todos os anos é uma falácia, muito prejudicial ao país. O Brasil tem a menor arrecadação de impostos per capita e o menor salário médio entre os 30 países estudados pelo IBPT. Como querer que tenha o maior IDH? Só para termos uma ideia, o Brasil arrecadou em 2013 R$ 704,00 mensais per capita, enquanto os EUA R$ 2.000,00 e a Noruega R$ 4.000,00 aproximadamente. Neste quesito perdemos para Argentina e Uruguai. Como podemos querer comparar IDH de Brasil e Noruega, a qual tem um salários médio muitas vezes superior ao Brasil, e principalmente, arrecada em impostos R$ 4.000,00 per capita, e cuja esfera pública é credora, ou seja, fatura com juros ao contrário do Brasil? Se temos baixo IDH é pela concentração de renda (baixos salários) e pelo baixo valor per capita arrecadado em impostos. Talvez essa realidade não agrade a muitos no Brasil, que adoram se declarar irresponsáveis pelo próprio país, mas é a realidade que os números mostram a quem quiser ver.
    Quem deseja os números reais e completos pode ver em http://goo.gl/Xsqp4U
    A gravidade dessa reiterada veiculação falaciosa é que ela cria – por interesses econômicos de não pagar impostos e assim obter ganhos cada vez maiores – um clima de vale-tudo, como se o Brasil fosse terra de ninguém, o que não é verdade. A ampla maioria dos impostos arrecadados voltam ao cidadão, ou em dinheiro, através de aposentadorias, pensões e bolsas (15% do PIB ou R$ 300 mensais pc) ou através de serviços como educação (R$ 100 mensais pc) e saúde (R$ 80 mensais pc), ou mesmo pelos juros de poupança e aplicações financeiras (R$ 120 mensais pc). Mas os que deturpam a notícia parecem ignorar isso. Em sua ânsia de vender serviços de pagar menos impostos (planejamento tributário é isso), contribuem irresponsavelmente com a precariedade dos serviços públicos e induzem o brasileiro a pensar que tudo na esfera pública é desperdiçado. Essa crença errônea justifica o crime de sonegar, bem como o assaltante que mata por dinheiro, pois parece que no Brasil “quem pode mais chora menos”, o que não é verdade."

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  5. meu amigo, que análise limitada... essa dos hospitais... rs
    mexe do pib per capita para justificar % de impostos...
    toma vergonha vai!

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  6. O que importa é: temos serviços de qualidade em troca de nossos impostos?
    Resposta: NÃO!

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    1. Falou tudo!!! Um monte de matemáticos, estatísticos e economistas tentando mascarar o óbvio. Um serviço público porco!!!

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    2. Você sabe qual a arrecadação per capita do Brasil, hoje? Já fez as contas pra ver se é suficiente para a vida que todos queremos?

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  7. Como ter serviço de qualidade com arrecadação cinco vezes menor do que a de países desenvolvidos? Arrecadamos 4 mil dólares per capita PPP. Isso é o que eles gastam em Saúde. Para a nossa Saúde, cabem 260 dólares per capita. Façam as contas antes de repetirem chavões da imprensa.

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  8. Discutir com petista é como jogar xadrex com um pombo, e blá blá blá blá blá.

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    1. Claro, é melhor fazer piadas que usar dados confiáveis e manter a discussão num nível racional... Por que a família dos anônimos é sempre assim, cheia de opiniões sem estofo e comportamento agressivo?

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  9. Hauahua adoro! Justificava complexas para a simples verdade que o Brasil não sabe fazer distribuição da renda!

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  10. burro. vc eh burro.

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  11. Ainda bem que tentam nos comparar com os EUA e Austrália. Temos que ter esse tipo de referências. Que benefício teria nos comparar com a Turquia ou o Lesoto????? Faz favor...

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  12. População maior e economia menor quer dizer um monte de vagabundo desempregado mamando em quem trabalha. O Brasil, pelos recursos naturais que tem, posição geográfica e população tinha obrigação de ser país de primeiro mundo. Mas o negócio é vender só produto de manufatura (finito e de baixa lucratividade) em contratos irregulares pra sustentar a corja petista que é o reflexo perfeito dessa população desonesta. Recebem troco errado, furam fila, assistem espetáculos (com cadeira) em pé, dão calote, não gostam de estudar... Etc. Tem mais é que se fuderem mesmo!

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    1. E o que é pior: acreditam na imprensa dos 1% bilhonários que dizem a eles o que pensar, amestram para se preocupar com a corrupção quando a sonegação é cinco ou seis vezes maior...

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  13. Esqueçam a matemática pura e vejam a realidade sem hipóteses.Quem aqui usa educação pública, saúde pública,transporte público,que deveriam ser prioritários em qualquer administração dos recursos oriundo dos impostos cobrados.Quem paga essa conta somos nós e dúvido que alguém que conheça os países citados não perceba extamente o investimento governamental em aplicar e fiscalizar melhor o que é feito com o dinheiro público, especialmente ao do pagamento de tributos..ITBI,IPTU,IPVA,laudênios,taxa de incêndio,taxa de iluminação...

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  14. 1º) Austrália
    - Carga tributária sobre o PIB: 25,9%
    - IDH: 0,929
    - Irbes: 164,18

    2º) Estados Unidos
    - Carga tributária sobre o PIB: 24,80%
    - IDH: 0,910
    - Irbes: 163,83

    3º) Coréia do Sul
    - Carga tributária sobre o PIB: 25,1%
    - IDH: 0,897
    - Irbes: 162,38

    4º) Japão
    - Carga tributária sobre o PIB: 26,9%
    - IDH: 0,901
    - Irbes: 160,65

    5º) Irlanda
    - Carga tributária sobre o PIB: 28%
    - IDH: 0,908
    - Irbes: 159,98

    6º) Suíça
    - Carga tributária sobre o PIB: 29,8%
    - IDH: 0,903
    - - Irbes: 157,49

    7º) Canadá
    - Carga tributária sobre o PIB: 31%
    - IDH: 0,908
    - Irbes: 156,53

    8º) Nova Zelândia
    - Carga tributária sobre o PIB: 31,3%
    - IDH: 0,908
    - Irbes: 156,19

    9º) Grécia
    - Carga tributária sobre o PIB: 30%
    - IDH: 0,861
    - Irbes: 153,69

    10º) Eslováquia
    - Carga tributária sobre o PIB: 28,4%
    - IDH: 0,834
    - Irbes: 153,23

    11º) Israel
    - Carga tributária sobre o PIB: 32,4%
    - IDH: 0,888
    - Irbes: 153,22

    12º) Espanha
    - Carga tributária sobre o PIB: 31,70%
    - IDH: 0,878
    - Irbes: 153,18

    13º) Uruguai
    - Carga tributária sobre o PIB: 27,18%
    - IDH: 0,783
    - Irbes: 150,30

    14º) Alemanha
    - Carga tributária sobre o PIB: 36,7%
    - IDH: 0,905
    - Irbes: 149,72

    15º) Islândia
    - Carga tributária sobre o PIB: 36,3%
    - IDH: 0,898
    - Irbes: 149,59

    16º) Argentina
    - Carga tributária sobre o PIB: 29%
    - IDH: 0,797
    - Irbes: 149,40

    17º) República Tcheca
    - Carga tributária sobre o PIB: 34,9%
    - IDH: 0,865
    - Irbes: 148,39

    18º) Reino Unido
    - Carga tributária sobre o PIB: 36%
    - IDH: 0,863
    - Irbes: 146,96

    19º) Eslovênia
    - Carga tributária sobre o PIB: 37,7%
    - IDH: 0,884
    - Irbes: 146,79

    20º) Luxemburgo
    - Carga tributária sobre o PIB: 36,7%
    - IDH: 0,867
    - Irbes: 146,49

    21º) Noruega
    - Carga tributária sobre o PIB: 42,8%
    - IDH: 0,943
    - Irbes: 145,94

    22º) Áustria
    - Carga tributária sobre o PIB: 42%
    - IDH: 0,885
    - Irbes: 141,93

    23º) Finlândia
    - Carga tributária sobre o PIB: 42,1%
    - IDH: 0,882
    - Irbes: 141,56

    24º) Suécia
    - Carga tributária sobre o PIB: 44,08%
    - IDH: 0,904
    - Irbes: 141,15

    25º) Dinamarca
    - Carga tributária sobre o PIB: 44,06%
    - IDH: 0,895
    - Irbes: 140,41

    26º) França
    - Carga tributária sobre o PIB: 43,15%
    - IDH: 0,884
    - Irbes: 140,52

    27º) Hungria
    - Carga tributária sobre o PIB: 38,25%
    - IDH: 0,816
    - Irbes: 140,37

    28º) Bélgica
    - Carga tributária sobre o PIB: 43,8%
    - IDH: 0,886
    - Irbes: 139,94

    29º) Itália
    - Carga tributária sobre o PIB: 43%
    - IDH: 0,874
    - Irbes: 139,84

    30º) Brasil
    - Carga tributária sobre o PIB: 35,13%
    - IDH: 0,718
    - Irbes: 135,83

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    2. Esta é a conta que interessa

      Rank : Nome do país : Carga tributária (% do PIB) : Arrecadação per capita (US$)
      1 : Macau : 32,00 : $44.550,40
      2 : Luxembourg : 39,34 : $36.207,30
      3 : Norway : 40,78 : $27.297,10
      4 : Brunei Darussalam : 30,00 : $21.969,91
      5 : Denmark : 48,58 : $21.539,45
      6 : Austria : 42,52 : $19.739,70
      7 : Sweden : 42,78 : $19.672,97
      8 : Belgium : 44,64 : $19.183,77
      9 : France : 45,04 : $18.183,88
      10 : Finland : 44,00 : $17.752,26
      11 : Netherlands : 37,40 : $17.710,59
      12 : Germany : 36,68 : $16.830,50
      13 : Switzerland : 27,05 : $15.713,75
      14 : Iceland : 35,55 : $15.510,87
      15 : Italy : 42,64 : $15.131,30
      16 : United Arab Emirates : 22,40 : $14.443,22
      17 : Ireland : 28,29 : $13.917,20
      18 : United States : 25,44 : $13.891,57
      19 : Canada : 30,56 : $13.703,26
      20 : United Kingdom : 32,88 : $12.991,20
      21 : Australia : 27,50 : $12.769,16
      22 : Singapore : 13,80 : $11.421,18
      23 : Japan : 30,30 : $11.329,10
      24 : Malta : 34,00 : $11.293,31
      25 : New Zealand : 32,09 : $11.280,55
      26 : Spain : 32,58 : $10.982,84
      27 : Slovenia : 36,81 : $10.917,62
      28 : Czech Republic : 34,10 : $10.203,57
      29 : Israel : 30,52 : $9.976,64
      30 : Cyprus : 31,80 : $9.784,57
      31 : Hungary : 38,92 : $9.708,24
      32 : Trinidad and Tobago : 28,40 : $9.127,58
      33 : Portugal : 33,44 : $9.020,05
      34 : Greece : 33,51 : $8.665,79
      35 : Russia : 34,80 : $8.632,31
      36 : Estonia : 31,84 : $8.595,60
      37 : Hong Kong SAR : 15,70 : $8.591,37
      38 : Korea, South : 24,31 : $8.575,57
      39 : Slovak Republic : 29,63 : $8.347,51
      40 : Poland : 32,70 : $8.209,47
      41 : Qatar : 5,20 : $7.458,20
      42 : Seychelles : 27,50 : $7.042,05
      43 : Argentina : 30,60 : $6.910,24
      44 : Latvia : 27,70 : $6.566,72
      45 : Croatia : 30,40 : $6.350,20
      46 : Turkey : 29,31 : $5.747,04
      47 : Uruguay : 27,40 : $5.632,43
      48 : Brazil : 33,40 : $5.376,17
      49 : Romania : 27,20 : $5.361,56
      50 : Botswana : 31,30 : $5.019,16
      51 : Bulgaria : 26,30 : $4.697,26
      52 : Chile : 20,23 : $4.646,66
      53 : Belarus : 25,40 : $4.613,00
      54 : Cuba : 37,30 : $4.457,35
      55 : Serbia : 33,40 : $4.451,94
      56 : Lithuania : 16,00 : $4.328,17
      57 : Taiwan : 8,70 : $3.989,28
      58 : Malaysia : 15,84 : $3.905,59
      59 : Montenegro : 26,00 : $3.898,90
      60 : Barbados : 23,90 : $3.867,73
      61 : Bosnia and Herzegovina : 37,60 : $3.697,28
      62 : Bahamas : 14,40 : $3.607,12
      63 : Mexico : 19,68 : $3.518,53
      64 : Maldives : 24,46 : $3.517,76
      65 : Namibia : 32,10 : $3.455,46
      66 : Mauritius : 18,60 : $3.450,93
      67 : Costa Rica : 23,20 : $3.448,51
      68 : Panama : 17,70 : $3.443,61
      69 : Mongolia : 28,82 : $3.423,91
      70 : Kazakhstan : 14,00 : $3.362,38

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    3. Só um contra-argumento para encurtar a conversa: da classe média para cima (quem paga mais impostos em termos absolutos), são os que menos usam os serviços públicos, pagando serviços privados (pagam, portanto, "em dobro") de saúde, segurança, educação e transporte. Dá para comparar com que país desenvolvido?

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  15. O Brasil está mais perto da Turquia ou dos Estados Unidos em PIB?
    Qual a sua proposta de estudo que seja representativo para que possa ser conclusivo?
    Toda crítica que tenha como ideia ser construtiva (não sei se é o caso), deveria contribuir para melhorar o estudo.
    Investir todos os esforços nos problemas é fácil.
    Por outro lado, nem precisa de pesquisa para saber que o Brasil promove um péssimo retorno das taxas e impostos a quem os paga. Alguém tem uma impressão diferente da minha?
    Abraço para todos.

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  16. Quais os parâmetros para avaliar que o retorno dos impostos é péssimo? E se não houver dinheiro, mesmo, para um retorno civilizado? Por exemplo, o Reino Unido reserva para a saúde mais de 3500 dólares per capita. Isto é quase toda nossa arrecadação de 4100 dólares per capita. O Brasil dispõe de 500 reis per capita para a saúde. Quanto custaria o retorno que você quer?

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    1. Isso só muda com aumento de produtividade (que é muito baixa no Brasil), menos paternalismo nas leis trabalhistas e menos "malfeitos".

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  17. Realmente não tem jeito. Vocês são limitados, intelectualmente lavados e sempre vao trocar as grandes verdades pelas nuances e pequenos erros de qualquer levantamento que seja isento ou não favorável à podridão reinante. Tivesse esse levantamento sido até o governo anterior aos petistas e TODOS estariam aqui falando bem do resultado e mal do governo. Podres!!

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  18. Não preciso de "professores" de estatistica para saber que o retorno de serviços pelo imposto que pago são pateticos. Vcs acham que a segurança no seu estado vai bem? Vcs acham que o sistema de saúde é bom? tudo que o governo tem o dedo vai mal, e muito mal.

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  19. Não é preciso tantos números e estudos para sabermos que estamos atrás de todos os países da tabela apresentada! O dia a dia do brasileiro responde! Todos sabemos que o retorno dos impostos que pagamos é ruim! Saúde ruim, infra-estrutura ruim, educação ruim, segurança ruim, etc, etc! Ou não?

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  20. Ruim em relação a que país? E quanto custaria ter serviços "bons" como os escandinavos?

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  21. Meu Deus do céu! Para dizer que está ruim é preciso inventar uma mentira? Não! Vamos trabalhar com dados reais, que não são esses! A crítica ao estudo publicado anualmente é algo sério, mas parecem crianças implicando com o colega: "ó os pombos...' Não sou petista e quero me ver livre da corrupção e do desgoverno atual e anteriores, mas quero dados sérios para analisar, e não falácias e comparações com países ricos que não é o nosso caso. Que mania de querer nos comparar aos EUA...nossa realidade é completamente diferente, não podemos ter as mesmas soluções que eles pois nosso povo tem outras necessidades. Vamos parar com briguinhas infantis e tratar de prestar atenção ao que divulgamos?

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  22. Já escrevi acima mas repito aqui, acho que deveríamos estudar uma ação na Justiça pedindo direito de resposta a esse tipo de notícia falaciosa, ou algo assim. Se alguém se dispõe a pensar numa ação desse tipo, podemos conversar via e-mail, o meu é jmezzomo@hotmail.com

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  23. São estúpidos! Não adianta discutir. De que adiantaria mais dinheiro se a gestão é fraudulenta? Todos sabemos os ralos da corrupção que permeiam a pífia administração pública que sustentamos. O Estado é ineficiente. Temos as obras mais caras (estádios, metrôs, hospitais, escolas, etc)! Podem escolher o país e o indicador ($/m2 construído, etc). Já entraram em um estádio de verdade? Comparem os europeus com o Estádio Nacional de Brasília, que foi o segundo mais caro do planeta! Entendo a parte matemática e concordo com os questionamentos ao estudo publicado mas defender que falta dinheiro para uma prestação de serviços mais eficientes não posso tolerar! É o argumento mais desonesto que pode existir! É muito mais leviano do que o estudo questionado! Vão as escolas públicas! Depois me digam o que viram, bando de burgueses que acham bonito massacrar os miseráveis desse país!

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  24. Os números de arrecadação e renda per capta entre Uruguai e Brasil são semelhantes mas o IDH do Uruguai é bem superior ou seja em minha análise o Uruguai e melhor administrado. Esse é só um exemplo

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