terça-feira, 14 de outubro de 2014

Campanha suja no Whatsapp



Neste domingo, dia 12 de outubro, recebi uma mensagem de vídeo de um número +1-240-436-2706, o que significa que vem dos EUA. O vídeo era do Danilo Gentili, zombando do Aécio por cheirar cocaína, este aqui. Eu não conhecia este número, ou a pessoa que enviou, então se tratava de spam. Tratei de enviar uma mensagem, para ver se a pessoa respondia. Imediatamente, recebi  a seguinte resposta automática:

“Sorry, we can’t deliver your message to the advertiser. This message was sent from http://www.whatsgateway.com/ for bulk messaging services.”

Além disso, a mensagem dava algumas instruções, como saber o número de celular de quem enviou:

“To view the mobile number of last sender, write * followed by number 1.”

Enviei *1, e fui olhar do que se tratava esse Whatsgateway. Aparentemente, é um site pago para quem quer divulgar algum produto por meio de mensagens em massa do Whatsapp. A tabela de preços pode ser vista aqui.

No dia seguinte, recebi a resposta com o número de telefone do indivíduo. Não vou postar o número aqui, mas era de Minas Gerais. E como o Facebook permite que você encontre perfis por meio do celular, a pessoa encontrada foi esta aqui: https://www.facebook.com/eduardomesquita01

Não saberia dizer se o ato foi por iniciativa própria, se foi um laranja, ou algo orquestrado pela militância do PT. O fato é que este tipo de campanha não só é imoral, como é ilegal. Mesmo assim, antes que alguém comece a bradar contra o PT, dizendo que eles são tudo assim mesmo, etc, a verdade é que eu já tinha ouvido sobre esse tipo de campanha suja pelo Whatsapp, só que vindo da militância do PSDB. O Sakamoto dá um exemplo de campanha viral aqui. Ou seja, não há santos nesta história.

Golpes baixos e imorais fazem parte do histórico da militância do PSDB ao longo das últimas campanhas eleitorais. A novidade em 2014 é ver o PT, talvez pelo medo de perder as eleições, chafurdando na mesma lama e em grau semelhante. E não falo apenas de mensagens depreciativas pelo Whatsapp, mas da disseminação de diversos sites e blogs inventando boatos sobre Aécio Neves. Sinceramente, acho que nem precisa, pois o próprio candidato já possui esqueletos demais no armário. Desconstruir o candidato, mostrando suas contradições e fraquezas, faz parte da campanha eleitoral, como já reforcei aqui. Mas recorrer à mentira e a atos ilegais é perder a razão.

Assim, o pior legado destas eleições não vai depender de quem se eleger. Este legado já ocorreu: foi a falência moral dos dois principais partidos do país, que não medem os esforços para vencer e recorrem a qualquer artifício para ludibriar seu eleitorado em potencial. Quem perdeu fomos nós. Uma lástima.

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